O aprimoramento da IA gera conteúdos com mais velocidade e qualidade. Mas isso vem trazendo muitas problemáticas.
Um estudo da Agência Lupa identificou que o uso de inteligência artificial para criar conteúdos enganosos no Brasil cresceu 308% no último ano.
O relatório mostra que esse tipo de material circula principalmente em plataformas de grande alcance, como WhatsApp e Kwai, o que amplia ainda mais sua capacidade de disseminação.
As ferramentas que permitem manipular imagens, vozes e vídeos estão cada vez mais acessíveis, tornando conteúdos falsos extremamente convincentes e até mesmo indistinguíveis à primeira vista.
Reputações pessoais podem ser afetadas, empresas podem se tornar alvo de narrativas distorcidas e decisões importantes podem acabar sendo tomadas com base em informações que simplesmente não são verdadeiras.
E, inevitavelmente, isso também alcança o mundo do trabalho.
Profissionais podem ter falas ou imagens manipuladas, organizações podem enfrentar crises reputacionais provocadas por conteúdos fabricados e equipes podem se deparar com informações enganosas que influenciam percepções internas e externas.
Por isso, a capacidade de avaliar criticamente aquilo que consumimos e compartilhamos deve ser cada vez mais cultivada e refinada.
A inteligência artificial certamente continuará ampliando possibilidade e produtividade. Mas quanto mais poderosa a tecnologia se torna, maior também precisa ser a responsabilidade no uso e na interpretação das informações que circulam.